Convidado Internacional

PIERRE NAVEAU

Mestre de conferências emérito na Universidade Paris 8. Professor na Seção Clínica de Paris-Saint-Denis, Saint-Brieuc e Verneuil-sur-Avre. Diplôme d’études approfondies (DEA) em Psicologia (Universidade de Amiens). Doutor (novo regime) em Psicanálise (Universidade Paris 8) com a tese “La querelle du phallus”, defendida sob a orientação de Jacques-Alain Miller. Autor dos livros: “Les psychoses et le lien social – Le nœud défait” (Paris, Éditions Anthropos, 244 p., 2004-2005). “Ce qui de la rencontre s’écrit” (Paris, Éditions Michèle, 215 p., 2014).

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ARGUMENTO

por Sandra Arruda Grostein e Carmen Silvia Cervelatti

As próximas Jornadas da EBP-SP trabalharão as diferentes concepções da função paterna propostas por Lacan durante seu ensino. Nosso interesse está em explorar as descontinuidades entre o pai em Freud e o pai em Lacan e suas consequências para a clínica, assim como fundamentar a necessidade de mudança do primeiro ensino, com o conceito de Nome-do-Pai, tal qual desenvolvido na metáfora paterna, para o último Lacan, no qual o termo “père-versions” associa perversão e versão do pai, a partir de seu caráter homofônico.
Este estudo encontra-se em consonância com aquilo a que se dedica hoje a comunidade AMP, ao revisitar o conceito de psicose(1) e as novas constituições das famílias(2).

Pai freudiano – Pai lacaniano

Para Freud, o pai assume seu status quando morto. Apesar das diferenças entre o mito do Édipo e o do pai assassinado em Totem e Tabu, em ambos os casos é enquanto ausente que ele funciona como portador da interdição e dá sustentação à ordem simbólica.

“De fato, a imagem do Pai ideal é uma fantasia de neuróticos. Para além da Mãe, Outro real da demanda de quem se quereria que ela acalmasse o desejo (isto é, o desejo dele), perfila-se a imagem de um pai que fecharia os olhos aos desejos. Mediante o que fica ainda mais acentuada do que revelada a verdadeira função do Pai, que é, essencialmente, unir (não opor) um desejo à lei. O Pai desejado pelo neurótico, como se vê, é claramente o Pai morto. Mas também um Pai que seria perfeitamente mestre de seu desejo, o que teria o mesmo valor para o sujeito.”(3)

boletim jornadas 1

EIXOS TEMÁTICOS

1. A multiplicidade das versões do pai e as novas formas de laço social

2. As estratégias de apropriação do corpo nos seres falantes

3. Os Nomes-do-Pai e as identificações do sujeito

4. As Pai-versões e a vida sexual

 

Data limite para envio de trabalhos: 16/07

PREPARATÓRIAS

LOCAL DO EVENTO

                  Meliá Paulista Business & Conventions

                   Av. Paulista, 2181 São Paulo – SP