Textos

“A joia do mundo é um pedaço opaco de coisa…”

A ideia de comentar aqui três textos do mesmo autor orienta-se por um ponto que me interessava rastrear, evidentemente, por sua profunda ligação com o tema de nossas Jornadas, bem como um dos elementos que utilizamos na composição de nossos boletins: a terminologia específica adotada pelos jovens na atualidade. Nos três textos acima mencionados, Forbes toca esse ponto, que tem sido discutido por ele há alguns anos, acerca do momento atual, em que a cultura não é mais regida por um referente unívoco; não estamos mais sob a égide do Nome do Pai como interpretante universal, e sim uma multiplicidade de particulares que se entrecruzam de modo errante. É o que ele identifica como fenômeno dominante na época em que vivemos: “a modernidade nos fez órfãos do Iluminismo”. A que se refere esta afirmação? À ausência de garantias fornecidas por padrões de normalidade outrora vigentes, deixando-nos “ignorantes de nossa condição humana”…

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Vamos lá, crianças! N° 3

Daniel Roy

“Não é consertável”

Desde o primeiro encontro, Max, 4 anos, se apodera de um boneco e dos instrumentos de uma maleta médica, encontrados no armário. Ele coloca em cena e em ato a sua situação na minha presença, onde ele é ao mesmo tempo o boneco e o médico-carrasco da criança. Ele o submete a todos os desmembramentos e sevícias possíveis. Nenhuma intervenção interrompe esse processo. No dia em que tive a ideia de fazer a observação de que isso poderia, talvez, ser consertado, ele retrucou: “Isso não é consertável”. A perspectiva de uma reparação possível não é a de Max. Eu lhe disse: “Desculpa, eu não tinha entendido que isto não era consertável”. Max tem razão, há coisas que não se consertam, e isto se inscreve em sua história. Mas o fato de ter se certificado de que algo não se conserta, apazigua Max.

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A geração youtubers mirins e o ideal vazio de fazer sucesso

O YouTube foi fundado há pouco mais de uma década, e com ele nasceu uma geração chamada hoje de “youtubers”. São crianças e adolescentes cujos principais ídolos são estrelas do canal de vídeos, e que são estimuladas a criar seu próprio canal.

Segundo nota de domingo, 6 de março, do jornal Estado de São Paulo[i] sobre o assunto, a empresa YouTube afirma, que “As crianças e jovens de hoje querem fazer parte da produção do conteúdo que consomem.

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O Despertar da primavera, um musical

“Despertar da Primavera”, escrita por Frank Wedekind em 1891, não só desperta a sociedade vitoriana alemã como os leva a virar e voltar a adormecer em 1906 ao ser encenada, censurada e banida dos palcos de Berlin. Melhor assim! Dar as costas ao grande despertar e mantê-lo afastado por quase 60 anos…

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Resenha: Miller, J.-A. (2015). “A criança entre a mulher e a mãe”.

A criança entre a mulher e a mãe é o título de um Colóquio, em 1996, em Lausanne, organizado pelo Grupo de Estudos de Genebra, em que Jacques-Alain Miller fez esta intervenção.

Miller desenvolverá a posição da criança em relação aos pais, tomando como referência o Seminário 4, A relação de objeto, onde Jacques Lacan demonstra que o objeto só encontra seu justo lugar na psicanálise ao dispor-se à função de castração. Esta demonstração compreende três tempos e desdobra-se em três escansões que são desenvolvidas através de casos e artigos de Freud.

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Nossas construções

Diante da adolescência – fato social – e dos adolescentes – jovens meninos e meninas encontrados em nossa prática profissional –  somos impelidos a nos colocar a questão formulada por Freud em seu texto «Construções em análise» (1937): «Qual é finalmente a tarefa do analista?».

Faremos nossa a sua resposta – «O analista constrói o que fica esquecido» –  e as precisões que ele traz – «é algo de vivo, e não um objeto pré-histórico». Seguiremos seus conselhos: «Estas construções são comunicadas ao paciente», mas «nós não reivindicamos autoridade para essas construções»

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Modificações no vivo do corpo

Fui convidado a falar sobre as “modificações no vivo do corpo que se goza”. Escolhi seguir um caminho um pouco arrojado, mas é difícil, pois a gente pega a coisa de um lado e ela escapa de outro.

É um tema bastante complexo, a meu ver, e vou tomar como orientador o texto de Jacques-Alain Miller que foi publicado na Opção Lacaniana n° 72. O título do texto é “Em Direção à Adolescência”; o encerramento das Jornadas Clínicas no Instituto da Criança, em Paris, onde ele propõe como próximo tema a adolescência. Esse texto está à disposição também no site do XXI Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, juntamente com outros: encontrobrasileiro2016.org. Convido-os a ir ver, já fazendo uma propaganda. O tema do XXI EBCF é “adolescência, a idade do desejo”.

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Sexualidade: Intervenção de Freud sobre O Despertar da primavera*

“[…] Podemos pensar que Wedekind tem uma profunda compreensão do que é a sexualidade. Para nos convencer é suficiente verificarmos como no texto explícito dos diálogos passam constantemente subentendidos de caráter sexual. […]”

“Para retornar a O Despertar da Primavera direi, e sublinho isso, que as teorias sexuais das crianças constituem um tema que merece ser estudado como tal, ou seja: como as crianças descobrem a sexualidade normal? No fundo de todas as concepções equivocadas que elas podem fazer, há sempre um núcleo de verdade. […]”

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Fragmentos de uma conversa informal com Daniel Roy sobre a Adolescência

O supereu materno é a medida comum entre duas posições opostas encontradas em jovens adolescentes: a adolescente que engravida aos 12/13 anos e aquela infantilizada, de classe média, estudiosa, cuja diversão principal é a leitura de mangás e em geral está isolada e mantém distância da sexualidade.

Essas jovens que engravidam endereçam seus filhos às próprias mães, realmente, em substituição do lugar paterno simbolicamente ausente, criando assim toda uma linhagem maternal, matriarcal, marcada pela ausência de pai.

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Vamos lá, crianças ! (n° 2)

Axel adora os videogames. Ele também gosta muito de jogar um jogo que “não é para sua idade”, GTA 51. Nesse jogo ele pode roubar muitos carros, até dez, sem ser preso pela polícia. Axel se espanta com isso: na verdade, basta um. Pode-se fazer muitas outras coisas no GTA, mas ele não se autoriza, a não ser ultrapassar algumas vezes o sinal vermelho, mas é “perigoso para os pedestres”. Assim, quando há engarrafamentos, ele é obrigado a passar pelas calçadas e ali os pedestres saltam sobre o capô, upa!

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Os arranjos sintomáticos na infância e adolescência

A queda do referencial paterno juntamente com a incidência do discurso da ciência e do discurso capitalista, trouxe consequências no modo dos sujeitos estabelecerem laços.

Em seu texto “Em direção à adolescência”, Jacques-Alain Miller pontua que “Hélène Deltombe estudou os novos sintomas articulados ao laço social e observou que eles podem se converter em fenômenos de massa e até em epidemias: alcoolismo – conhecemos as alcoolizações em grupo -, toxicomanias, ela coloca na mesma série a anorexia-bulimia, a delinquência, os suicídios em série de adolescentes”. Miller salienta essa socialização dos sintomas dos adolescentes

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A saída da infância: de que impasse se trata?

No argumento das nossas Jornadas há um ponto central que dá fundamentação ao seu tema – Infância e adolescência: impasses e saídas –, o qual será retomado aqui a partir do texto de Freud “As metamorfoses da puberdade”1. Trata-se da proposição de que haveria uma “articulação lógica entre infância e adolescência”. Esta proposição exige investigação, que pode ser tomada por várias vias.

Com a ajuda de alguns autores, podemos ler como as indicações freudianas permanecem referência essencial para elucidar, ainda, o que é da ordem de uma “ruptura”, um “corte” ou uma “descontinuidade”. E este debate, a partir das coordenadas que encontramos em Freud, estabelece um divisor de águas com qualquer abordagem que tenta situar uma possível articulação entre infância e adolescência pelo caminho de uma

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A violência daquilo que não se consegue colocar em palavras

Nas Jornadas da EBP-SP – Infância e Adolescência: impasses e saídas teremos a possibilidade de discutir o que tem acontecido com crianças e adolescentes na sociedade atual, aprofundando essas discussões.

Contudo, como trabalho com psicanálise e sociedade e psicanálise e cultura, além da clínica, creio ser interessante, nos textos preliminares, discutirmos um sintoma da cultura contemporânea: a violência entre os jovens.

Imediatamente a cada caso que surge, aparecem questões: O que aconteceu? Por que ocorreu? Podia ser evitado? São tentativas de dar sentido ao inesperado que sempre nos escapa.

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Resenha: Lacadée, P. (nov., 2006). “Fuga e errância na clínica com adolescentes”. Carta de São Paulo, 2 Ano, XIII, p. 21-32.

Para o discurso da ciência, as fugas e errâncias na adolescência são consideradas “distúrbios de comportamento”. Para a psicanálise é fundamental interrogar essa afirmação, como diz Phillipe Lacadée no início de seu texto. Duas questões são colocadas: como decifrar essas fugas e errâncias; como situá-las em face da ética do bem dizer? O behaviorismo e as TCCs primam pela reeducação do adolescente e de seu corpo. Por desconhecerem o que o autor chamou de “lugar central do gozo”, ou seja, a pulsão em ato, essas terapias também desconhecem o que levou o sujeito adolescente à repetição e à passagem ao ato.

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“De cabeça erguida”, ou… da posição de objeto para a possibilidade de assunção de um sujeito

O filme que abriu o festival de Cannes 2015, “De Cabeça Erguida”(França, 2014), foi exibido e discutido em Atividade Preparatória das Jornadas da Seção-SP Paulo no CINECULT-USP Ribeirão Preto, no dia 18 de maio. Os comentários ficaram a cargo de Fernando Prota (EBP-AMP).

Da cena inicial do filme – em que Malony, aos 6 anos, escuta a voz de sua mãe e se vê, calado e cabisbaixo, ser deixado por ela na sala da juíza, lugar da lei – até a cena final – aos 17 anos, em que a diretora sugere que, imbuído da paternidade em suas mãos (Malony se torna pai), o sujeito opte por se descolar do lugar de objeto em resposta à falência do pai

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Pornografia e a ameaça à virilidade: a primeira geração de jovens que cresceu com acesso ilimitado ao pornô online soa o alarme

A edição de 11 de abril de 2016 da revista americana TIME traz uma reportagem de capa sobre os jovens da geração da Internet, consumidores de pornografia desde muito cedo, e que têm procurado consultórios de urologistas apresentando queixas de disfunção erétil nos encontros sexuais com parceiras no mundo real. Esses jovens estão convencidos de que suas respostas sexuais foram sabotadas porque seus cérebros foram “marinados” em pornografia virtual quando eram crianças e adolescentes. Uma parte desses jovens deu início a um movimento para denunciar os perigos do consumo constante de pornografia, associando diretamente o fracasso no encontro sexual à superexposição à pornografia virtual desde a infância, que teria levado a alterações “neuro-cognitivas”.

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Como as crianças e os adolescentes constroem o seu corpo hoje

A questão colocada pela nossa próxima Jornada de início nos indica que para a psicanálise um corpo não se define como organismo e ‘a anatomia não é o destino’. Falamos em construir um corpo e, até mesmo, em inventá-lo a partir de um fato de estrutura.

Importante também destacar o termo “hoje”, pois Miller nos lembra, na “Apresentação do tema do X Congresso da AMP”, que “A psicanálise muda. Não é um desejo, mas um fato. Ela muda em nossos consultórios de analistas(…)”, apontando a passagem da interdição à permissão na sexualidade, com consequências na apresentação…

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Projeto Caminho de Volta: uma possibilidade de escuta para casos de desaparecimento e fuga de adolescentes

Em 2004, o Projeto Caminho de Volta (www.caminhodevolta.fm.usp.br) foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar do Departamento de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da USP, com a finalidade de auxiliar a identificação de crianças e adolescentes desaparecidos no Estado de São Paulo, cuja média é de 9000 casos/ano. A princípio esse auxílio seria por meio do cruzamento de informações genéticas dos perfis de DNA de familiares consanguíneos com os perfis de DNA dos desaparecidos quando encontrados, desde que não fosse possível sua identificação. Por exemplo, no caso de mudanças fisionômicas do desaparecido em decorrência do tempo do desaparecimento, de crianças e adolescentes em situação de abrigamento sem identificação e até de cadáveres desconhecidos, ossadas ou restos humanos. Os perfis seriam armazenados em Bancos de DNA.

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“Nota sobre a criança”, de Jacques Lacan

Esse importante texto de 1969 chama a atenção por aspectos bastante interessantes. Originalmente, foi endereçado a Jenny Aubry, uma pediatra com quem Lacan trabalhava na Escola Freudiana de Paris, e entregue a ela na forma como ele o produziu: duas páginas de uma mesma folha escritas a mão. Seu tamanho reduzido é repleto de frases incisivas. Nelas, Lacan – o próprio se refere a si mesmo em terceira pessoa – foi generoso o suficiente para que esse trabalho se tornasse lapidar no que tange à clínica psicanalítica com crianças; mesmo tendo somente duas páginas, é possível localizar nele conceitos fundamentais da teoria lacaniana – tais como sintoma, fantasia, funções materna e paterna, desejo, objeto e real – precisamente articulados.

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Meninos e Guillaume, à mesa!, um filme de Guillaume Galienne

A primeira lembrança que tenho da minha mãe é quando eu tinha quatro ou cinco anos. Ela chamava, meus dois irmãos e eu para o jantar, dizendo: “Meninos e Guillaume, o jantar está servido!” e da última vez que eu falei com ela por telefone, ela desligou dizendo “Um beijo, querida! Podemos dizer que entre estas duas frases, há alguns mal-entendidos.

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RESENHA “Uma nova perspectiva para a criança”, de Daniel Roy

No artigo cujo link publicamos acima, Daniel Roy nos apresenta três obras da coleção La Petit Girafe publicadas pelas edições Navarin, que reúnem trabalhos recentes, fruto de três Jornadas de estudos sobre a psicanálise de crianças, no Instituto da Criança – UPJL. A série foi construída a partir de três textos de orientação pronunciados por Jacques-Alain Miller durante estas Jornadas conjuntamente com outros autores, não só analistas, mas também diferentes interlocutores, cuidadores, educadores, pedagogos. Estas obras nos dão uma perspectiva sobre o modo como nos situamos, hoje, frente ao sintoma da criança, sobre nossa forma de considerar o estatuto do inconsciente e sobre nossa ação no encontro e tratamento.

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Resenha do artigo de Bernard Seynhaeve “A adolescência no século do objeto” 

Freud e Lacan nunca usaram o termo “adolescência” como conceito psicanalítico. A tese que eles defendem é a de que “a fragilidade subjetiva” encontrada nesse período da vida dos humanos não tem uma causa biológica. Mesmo que essa fase apresente uma mudança hormonal, com o desenvolvimento dos caracteres sexuais, ao que chamamos puberdade, esta não é, entretanto, a “causa do mal-estar da adolescência”, como afirma B. Seynhaeve. Somente os seres falantes, justamente porque falam, vivem a crise da adolescência, ou seja, não têm saber sobre o real.

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Resenha – “A iniciação sexual na adolescência: entre mito e estrutura”

Domenico Cosenza discute neste texto o estatuto da adolescência nos dias de hoje, tempo do Outro que não existe, seguindo como eixo central a questão sobre como os adolescentes regulam o encontro com o real do sexo e da morte na atualidade, momento em que estão em declínio as funções de interdição e véu da metáfora paterna

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Bibliografia Jornadas EBP SP 2016

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As mães em Radio Lacan: “O Chapeuzinho vermelho”

Vou falar a vocês sobre o conto de Perrault, Chapeuzinho Vermelho. É um de seus contos mais curtos, conheço-o há muito tempo, como muitos de vocês. Mas fui levado a escutá-lo de maneira diferente quando estudava psiquiatria no primeiro Hospital-dia para crianças que abriu em Bordeaux. Havia uma menininha que se interessava particularmente por esse conto e mais precisamente a primeira frase: – “Sua mãe era louca por ela e sua avó mais louca ainda”.

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A “menina da meia”, um precioso conto búlgaro

Na atividade inaugural da EBP-SP de 2016, Carlos Augusto Nicéas, em impecável conferência, referiu-se em determinado momento ao acontecimento de corpo, dizendo: “Não é qualquer coisa. É um dizer do analista que faz ressoar algo no corpo do analisante”. Também se referiu ao acontecimento do passe como “O dizer de um só”, enfatizando ser dos testemunhos dos AE que se espera um ensino sobre o mistério da junção entre palavra e corpo.

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Como capturar o não reconhecido

A interpretação é um termo tradicional da psicanálise. No entanto, Lacan não a elenca como um de seus conceitos fundamentais.

Muito embora seja um termo corrente na experiência da análise, interpretar pode ainda assumir apenas um caráter de tradução e deciframento.

O que será que se interpreta verdadeiramente? Trata-se de uma questão crucial colocada recentemente por Jacques-Alain Miller quando ele trabalha o conceito de interpretação em um texto como “Interpretar a criança” (2015), por ocasião do lançamento, na França, do Seminário VI de Lacan.

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Chapeuzinho Vermelho

Era uma vez uma garotinha de um vilarejo, a mais bela que já se viu; sua mãe era doida por ela, e sua avó mais ainda. Essa boa mulher havia feito para ela um pequeno capuz vermelho, que ficava tão bonito na menina, que por todo lado a chamavam de Chapeuzinho vermelho.

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Bibliografia Eric Laurent

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Resenha: Miller, J.-A. (2015). “Em direção à adolescência”

Jacques-Alain Miller, em sua intervenção de encerramento da 3a Jornada do Instituto da Criança, propõe como orientação de trabalho para o biênio subsequente, que se pense sobre a adolescência.

Ele admite que a definição da adolescência é controversa e diz que a adolescência é uma construção. Cita a tese de Robert Epstein, psicólogo e jornalista americano, de que “nós criamos a experiência adolescente de hoje, impedindo os adolescentes de ser ou agir como adultos”.

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Referências em Miller

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Referências em Lacan

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Referências em Freud

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Proteção da adolescência

O autor parte da seguinte questão: por que, “no momento em que se apresenta aos sujeitos a questão da escolha quanto ao exercício da sexualidade, quando o corpo e sua responsabilidade social entram em jogo, vemos se impor leis implacáveis que determinam o que o jovem sujeito deve fazer: bater, beber, engravidar, fazer casal etc.?”(p.51)

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O supereu contemporâneo

Daniel Roy começa seu texto construindo o cenário da modernidade contemporânea para confrontar-nos com a descoberta freudiana de uma nova criatura cheia de poder e potência, o supereu, o principal ator. Mas, ele não atua sozinho, precisa de atores coadjuvantes: a função do pai, o Outro, as identificações, os significantes, o S1, o a.

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Interpretar a criança. Vamos, crianças! A crônica de Daniel Roy

Dorian não dorme. Seria porque Violette, recém-chegada ao mundo, ocupa o quarto dos pais? Seria porque a chegada da irmã em seu mundo provocou nele uma cólera legítima? Seria porque ela vem, talvez, ocupar um lugar deixado vago no desejo de seu pai e de sua mãe? É bem legítimo que a mãe de Dorian se faça essas perguntas e ao fazê-las pratica as primeiras interpretações que tentam alojar num discurso o acordar intempestivo de seu filho e sua grande agitação. Mas essas interpretações – sem dúvida alguma justas – não acalmam a criança, que apenas consegue se acalmar quando está só com sua mãe.

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Alguns textos do convidado sobre o tema

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Uma primeira referência do autor

A psicanálise permite compensar, neutralizar o “niilismo terapêutico”, que diz que não há nada a fazer com tal ou qual criança, que é incurável. No ciclo “La práctica lacaniana en las instituciones. Otra manera de trabajar con niños y adolescentes” da ELP, Daniel Roy profere a excelente conferência que compartilhamos nos links abaixo, onde explicita uma fórmula, não uma técnica, para sustentar o desejo analítico: a cada vez tem que encarnar em alguém com nome próprio. Fórmula simples e operativa. É preciso tempo, paciência e fineza para provocar o encontro com a criança ou o jovem segregado.

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