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Atividade preparatória: “o pai em Joyce”

por Cássia M. R. Guardado

 

paiemjoyce“O pai em Joyce” foi o tema da atividade preparatória para as VII Jornadas “Pai-Versões”, ocorrida no dia 28 de junho, na EBP-SP, tema apresentado por Cássia Guardado, sob a coordenação de Carmen Cervelatti.

Em sua apresentação, Cássia segue os passos trilhados por Lacan no Seminário 23, “O sinthoma”, a partir da pergunta de Lacan posta a Jacques Aubert: “Joyce era louco?”, para em seguida expor a proposta feita por Lacan de que, com a obra, Joyce supre a carência paterna de fato:

Seu desejo de ser um artista que fosse assunto de todo o mundo, do máximo de gente possível, em todo caso, não é exatamente a compensação do fato de que, digamos, seu pai jamais foi um pai para ele? (...). Não há nisso alguma coisa como uma compensação dessa demissão paterna, dessa Verwerfung de fato, no fato de Joyce ter se sentido imperiosamente chamado? Essa é a palavra que resulta de um monte de coisas que ele escreveu. É a mola própria pela qual o nome próprio é, nele, alguma coisa estranha. (Lacan, Seminário 23, aula de 10/02/1976, p. 86).

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