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Do fetichismo da mercadoria generalizada1 à irmandade: lojas colaborativas

Por Mirmila Musse

Associada ao CLIN-a

 
 

BellapanAs lojas colaborativas, acompanhando as transformações do discurso social da atualidade, apresentam um novo modelo de conceito do comércio. De um lado, produtos cools e descolados. De outro, uma grande diversidade de ofertas em um mesmo (pequeno) espaço. Os aluguéis dos nichos ou box são infinitamente mais baratos que dos shoppings ou galerias, o que possibilita a visibilidade dos “artesãos da cidade” em lugares que, anteriormente jamais seriam percebidos.

A multiplicidade de produtos agrada a gregos e troianos, variando de papelarias, bijuterias, decoração, roupas, óculos, etc: “daquilo que você não sabe como sobreviveu sem” até aquela “lembrancinha que é a cara daquela pessoa que você está devendo um presente”.

As lojas colaborativas, além de garantirem a
singularidade de cada expositor, contam com a divulgação em massa, quando, vários pequenos produtores unem forças em um mesmo lugar. A colaboratividade é percebida ainda do lado do cliente, que em um esquema self-service não conta com um vendedor.

Este modelo de comércio, importado da Europa, já pode ser encontrado em diversas cidades brasileiras. Em São Paulo, a pioneira foi na Rua Augusta; hoje também está na Avenida Paulista, na Praça Benedito Calixto e em Perdizes. Entretanto, elas já ganharam espaços nas lojas de museus, como Tomie Ohtake, no Centro Cultural Vergueiro e também nos Aeroportos da cidade.
1LAURENT, E. A Sociedade do Sintoma (2007), Rio de Janeiro, Contra Capa Livraria, p.173